Sem provas além de delações, Gilmar Mendes anula ação penal por corrupção na saúde do RJ

Sem provas além de delações, Gilmar Mendes anula ação penal por corrupção na saúde do RJ

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encerramento da ação penal contra Chaaya Moghrabi, acusado de envolvimento em um esquema de corrupção na área da saúde do Rio de Janeiro. O magistrado considerou que a denúncia foi baseada exclusivamente em relatos de colaboradores, o que é proibido por lei.

A decisão foi tomada no Habeas Corpus (HC) 244446, impetrado pela defesa de Moghrabi contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia mantido o andamento da ação penal.

Os advogados do réu sustentaram que a denúncia foi construída apenas com base nos depoimentos de Claudio Barboza e Vinicius Claret, que associaram Moghrabi ao codinome “Monza” em registros financeiros. No entanto, segundo Gilmar Mendes, o Ministério Público não apresentou outros elementos que corroborassem essas declarações.

O ministro destacou que a Lei 12.850/2013, que trata das organizações criminosas, veda o recebimento de denúncias baseadas exclusivamente em delações premiadas. Essa regra foi reforçada pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019), que buscou garantir o princípio da presunção de inocência.

ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA SAÚDE

A investigação apontou a existência de um grupo criminoso responsável por fraudes em contratos da área da saúde no Estado do Rio de Janeiro e no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into). A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Fatura Exposta em 2018 para apurar os desvios de recursos públicos.

Leia a íntegra da decisão.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário