“BAJULAÇÃO NA SAPUCAÍ”
Temer reage a sátira no Carnaval e critica "falta de rigor histórico" em desfile sobre Lula
Em nota oficial, ex-mandatário citou irresponsabilidade fiscal e defendeu legado de reformas.
Neste domingo (15), o ex-presidente Michel Temer manifestou-se oficialmente sobre sua representação no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu a série do Grupo Especial do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí.
Em nota, o ex-mandatário defendeu a liberdade artística, mas classificou como "bajulação" o enredo dedicado à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aproveitando o episódio para questionar os rumos da política econômica atual.
O desfile, intitulado "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", retratou momentos marcantes da vida do atual presidente, incluindo a transição de poder após o impeachment de Dilma Rousseff. A comissão de frente apresentou Temer de forma satírica em meio às mudanças políticas que levaram à eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Em sua manifestação, Temer buscou equilibrar o respeito à tradição carnavalesca com a defesa de seu legado. "A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida", declarou o ex-presidente. No entanto, ele ponderou que a criatividade do samba não deve ser confundida com a realidade dos fatos: "Não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí".
O ex-presidente utilizou o episódio para traçar um paralelo entre as "fantasias" do desfile e o que chamou de "ilusionismo na Esplanada". Na nota, ele criticou a atual gestão federal por, segundo ele, promover a irresponsabilidade fiscal e o endividamento público.
“É triste ver a troca da 'Ponte para o Futuro' por uma volta ao passado. O problema é quando negam conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência", afirmou Temer, encerrando a nota com o bordão "Olha o Brasil aí… gente!", em referência ao estilo de narração dos desfiles.
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