"crueldade e perversidade"

Cármen Lúcia afirma que mulheres são excluídas dos espaços de poder por não participarem dos “clubes de charutos”

Em sessão do Tribunal, magistrada afirma que agressão contra uma mulher fere os direitos de todas

Cármen Lúcia afirma que mulheres são excluídas dos espaços de poder por não participarem dos “clubes de charutos”

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, defendeu a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão como medida essencial para a justiça social e o combate à violência. Durante a abertura da sessão da Corte, a ministra destacou que a exclusão histórica das mulheres de redes informais de influência dificulta promoções e ocupação de cargos estratégicos.

Cármen Lúcia utilizou a metáfora dos "clubes de charutos" para ilustrar como os ambientes de lazer e socialização exclusivamente masculinos servem de palco para decisões profissionais importantes das quais as mulheres são excluídas. Segundo a magistrada, essa dinâmica gera uma desvantagem competitiva na hora de promoções.

"Como nós não participamos dos chamados clubes de charutos, nós temos mais dificuldade de ocupação de um cargo, na hora em que se tem uma promoção. Por conta até desses encontros entre os homens, que têm disponibilidade muito maior para se divertirem", afirmou a presidente do TSE.

Para além da carreira, a ministra vinculou a desigualdade de poder ao cenário de insegurança vivido pela população feminina. Ela descreveu a realidade brasileira como marcada por "crueldade e perversidade", ressaltando que crimes contra mulheres não são casos isolados, mas ataques aos direitos civis de toda a sociedade.

"Quando se bate, ameaça, mata uma mulher, cada uma de nós é igualmente açoitada e violentada, principalmente ferida em nossos direitos", completou a ministra.

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