Reflexão suprema

Ao completar 2 anos no STF, Dino diz que “sirvo com muita alegria” mas lamenta que “não posso me defender”

Ministro destacou defesa dos direitos sociais e fiscalização do uso de recursos públicos.

Ao completar 2 anos no STF, Dino diz que “sirvo com muita alegria” mas lamenta que “não posso me defender”

O ministro Flávio Dino comemorou, neste domingo (22), dois anos de atuação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nas redes sociais, o magistrado fez um balanço do período e destacou reflexões relacionadas à proteção dos direitos sociais previstos na Constituição e ao uso de recursos públicos.

Dino afirmou que segue aprendendo com os colegas da Corte e com profissionais do direito, apesar de já exercer funções públicas desde 1989.

“Nesse biênio, têm estado entre as minhas reflexões essenciais a proteção aos direitos sociais constantes da Constituição e o zelo ao bom uso do dinheiro público, nos Três Poderes”, escreveu.

O ministro também mencionou um ponto negativo do cargo. Segundo ele, a função judicial impõe restrições que o impedem de responder, no debate público, a críticas e acusações que classifica como agressões e mentiras, inclusive atribuídas a declarações que afirma não ter feito.

Apesar disso, ressaltou que o aspecto é secundário diante da missão no serviço público. Ao concluir a mensagem, citou o Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5,6).

Leia a mensagem completa:

“Neste dia 22 de fevereiro, completo DOIS ANOS de exercício do cargo de ministro do STF. Apesar de desempenhar funções públicas desde 1989, sigo aprendendo com os meus colegas e com os demais profissionais do Direito, aos quais agradeço. E permaneço estudando todos os dias.

Nesse biênio, têm estado entre as minhas reflexões essenciais a proteção aos direitos sociais constantes da Constituição e o zelo ao bom uso do dinheiro público, nos 3 Poderes.

A única nota de lamento deriva de um ônus próprio da função de juiz: diferente do que sempre fiz, não posso me defender, no debate público, das agressões e mentiras, lastreadas, por exemplo, em frases que jamais proferi.

Mas isso é menor, diante do bom coração da imensa maioria dos brasileiros e brasileiras aos quais sirvo com muita alegria.

Permanecerei sempre fiel ao trabalho para concretizar o Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mateus 5,6).”

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