TJ-SP absolve ex-assessor de Moraes acusado de ameaçar esposa e disparar arma de fogo
A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em processo no qual respondia por disparo de arma de fogo. Ele havia sido preso em flagrante em maio de 2023, em Caieiras (SP), após ser acusado de ameaçar a esposa e disparar um tiro dentro de casa.
Segundo o relato da vítima à época, Tagliaferro chegou alterado à residência, discutiu com a mulher e subiu até o quarto, onde efetuou o disparo. A mulher então correu com as filhas para a garagem em busca de proteção. Condenado em primeira instância a 2 anos e 8 meses de prisão, o ex-assessor sempre sustentou que o tiro foi acidental.
O julgamento de apelação teve o desembargador Euvaldo Chaib como relator, Camilo Léllis como revisor e Edison Brandão como terceiro integrante da turma. Além da absolvição, o colegiado determinou a devolução da pistola Taurus TH9 calibre 9mm, dois carregadores e cartuchos remanescentes dos testes periciais.
Após a decisão, Tagliaferro comemorou nas redes sociais. “A Justiça prevaleceu. Não há mentira que dure para sempre”, escreveu no Instagram. Seu advogado, Eduardo Kuntz, também celebrou: “O Tribunal de Justiça de São Paulo demonstrou a sua imparcialidade e compromisso com a Justiça, em uma decisão irretocável que restabelece a dignidade do Sr. Tagliaferro”.
OUTROS PROCESSOS
Ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, ligada à presidência de Alexandre de Moraes, Tagliaferro foi demitido após o episódio. Atualmente vivendo na Itália, é alvo de pedido de extradição feito por Moraes após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo suposto vazamento de conversas internas do STF e do TSE.
O ex-assessor também responde a denúncia do Ministério Público de São Paulo por obstrução de justiça. Recentemente, prestou depoimento à Câmara dos Deputados, alegando possuir provas contra Moraes na condução de investigações relacionadas às eleições de 2022 e aos atos de 8 de Janeiro — acusações negadas pelo ministro.
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