“CONDENAÇÃO ANTECIPADA”
Defesa de Buzzi diz que vazar fatos não verificados é “truque sórdido” e vai apresentar provas
Advogados pedem respeito ao devido processo legal após denúncia contra o ministro do STJ
Nesta sexta-feira (6), a defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, classificou como um "inaceitável retrocesso civilizacional" a tentativa de condenar o magistrado antes do início de uma investigação formal. A manifestação ocorre em resposta à denúncia de suposta importunação sexual contra uma jovem de 18 anos.
Os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, responsáveis pela defesa do ministro, emitiram uma nota oficial com duras críticas à condução do caso no noticiário. Segundo o texto, o uso de informações não verificadas e o vazamento de dados sigilosos constituem um "truque sórdido" que prejudica a imagem do magistrado sem que haja uma apuração concluída.
Para a defesa, a opinião pública não pode substituir o rito dos tribunais. Eles argumentam que magistrados experientes e procedimentos que levaram séculos para serem aperfeiçoados são as únicas vias legítimas para julgar qualquer pessoa, independentemente do cargo que ocupe.
NOTA NA ÍNTEGRA:
“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”.
Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi.
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