Supremo não aceitará impeachment de ministro, diz decano Gilmar Mendes

Supremo não aceitará impeachment de ministro, diz decano Gilmar Mendes

Em um movimento com forte simbolismo político, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou na segunda-feira (15/9) de um ato em São Paulo em defesa da democracia e contra a anistia para os envolvidos na trama golpista. A presença do magistrado ocorre apenas quatro dias após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, em um julgamento do qual ele participou.

O evento, que reuniu representantes de 11 partidos políticos e foi organizado pelo grupo Fórum Direitos Já, tem como um dos objetivos articular uma frente contra o avanço de candidaturas bolsonaristas ao Senado, que visam uma futura articulação para o impeachment de ministros do STF.

Em sua fala, Gilmar Mendes se posicionou de forma contundente contra a retaliação judicial. "Não espero que o Senado venha a agir para buscar vindita em relação ao STF. Impeachment deve ser um processo regular. Se for por conta de voto de ministro, seria irregular. O STF não vai aceitar", declarou.

O decano da Corte ressaltou a importância do movimento. "É fundamental que se faça esse movimento em defesa da democracia e da soberania nacional. Nós vimos o quão ameaçada ela ficou nesse contexto, no qual exigiram que se interrompesse um julgamento em nome de interesses políticos estranhos", disse, referindo-se às pressões políticas que o tribunal enfrentou durante o processo.

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