Supremo divulga balanço do primeiro semestre com redução do acervo de processos ao menor número em 33 anos

Supremo divulga balanço do primeiro semestre com redução do acervo de processos ao menor número em 33 anos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para validar o balanço das atividades do primeiro semestre de 2025. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, apresentou os dados na sessão administrativa virtual desta terça-feira (1º de julho). Segundo ele, a publicização do balanço visa dar ampla divulgação aos números e à atuação do STF, reforçando a transparência.

O relatório destaca uma redução de 9,6% no acervo de processos em relação ao final do ano passado, totalizando 18,7 mil processos. Este é o menor número em 33 anos.

A Corte registrou um crescimento de 6,1% no número de processos recebidos em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo alto volume de processos originários, que somaram 15,1 mil. A classe processual que mais cresceu foi a das reclamações. Habeas Corpus e recursos ordinários em Habeas Corpus, classes tipicamente criminais, representaram 51% das ações originárias, enquanto os processos de controle concentrado de constitucionalidade responderam por apenas 1% do total.

Apesar do aumento no recebimento, o número de processos baixados (com decisão final e sem possibilidade de recurso) foi superior ao de recebidos no primeiro semestre: foram pouco mais de 42 mil processos baixados contra cerca de 41 mil recebidos.

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O Plenário do STF julgou 3,2 mil processos em 36 sessões presenciais e 27 virtuais. A 1ª Turma analisou 4,1 mil casos, e a 2ª Turma, 3,9 mil.

Entre os temas com repercussão geral, 26 tiveram o mérito decidido, o que liberou mais de 82,7 mil ações que estavam paralisadas nos tribunais de todo o país. Outros 44 temas passaram a tramitar sob esse rito. O final de junho registra 137 temas de repercussão geral pendentes de julgamento.

O número de decisões colegiadas (em Plenário ou nas turmas) cresceu 13,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2024. As decisões monocráticas, tomadas individualmente pelos ministros, também subiram 5,6%, embora ainda possam ser contestadas por meio de recursos internos.

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