STF retoma julgamento de Bolsonaro às 14h com voto decisivo de Cármen Lúcia sobre tentativa de golpe de Estado

STF retoma julgamento de Bolsonaro às 14h com voto decisivo de Cármen Lúcia sobre tentativa de golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará, às 14h desta quinta-feira (11), o julgamento dos réus do “núcleo 1” — acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O voto da ministra Cármen Lúcia é aguardado como peça decisiva para definir se o ex-presidente Jair Bolsonaro e os demais envolvidos serão condenados ou absolvidos.

Até agora, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação. Já Luiz Fux abriu divergência integral: em seu entendimento, seis dos oito réus devem ser absolvidos, enquanto apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto devem ser condenados por alguns dos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

CONSEQUÊNCIAS DO VOTO DE CÁRMEN LÚCIA

Caso Cármen Lúcia acompanhe a tese de Moraes e Dino, o placar de votos formará maioria pela condenação. Se ela divergir, isso poderá resultar em empate ou até enfraquecer a pretensão da PGR.

O voto da ministra é especialmente simbólico porque, em junho de 2023, Cármen Lúcia foi responsável por consolidar a maioria que tornou Bolsonaro inelegível, em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em março deste ano, ao aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e outros acusados, ela afirmou que houve tentativa de golpe e que a acusação trouxe fartas provas.

“Felizmente, o golpe não deu certo. Temos democracia no Brasil. Temos um Supremo atuando como sempre atuou”, afirmou à época.

Depois de Cármen Lúcia, o ministro Cristiano Zanin será o último a votar, por ser presidente da Primeira Turma do STF. Há, ainda, a expectativa de que o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, peça um aparte para comentar a decisão de Fux. Isso porque o magistrado disse que não gostaria de ser interrompido durante a leitura do seu voto – o que foi respeitado pelos demais ministros ao longo de mais de 10 horas de manifestação nesta quarta-feira (10).

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