PF solicita a Moraes que sejam investigadas as ameaças virtuais a Dino no inquérito das ‘milícias digitais’

PF solicita a Moraes que sejam investigadas as ameaças virtuais a Dino no inquérito das ‘milícias digitais’

A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que as ameaças virtuais direcionadas ao ministro Flávio Dino sejam investigadas no âmbito do inquérito que apura a atuação de "milícias digitais" no país. O objetivo é apurar se os ataques estão ligados a um grupo organizado com o intuito de coagir membros da Corte.

O pedido da PF, feito em consulta a Moraes, visa centralizar a investigação em um único procedimento no STF. Caso a conexão seja confirmada, a Polícia Federal solicita que as plataformas digitais, como Instagram, TikTok, X (antigo Twitter) e YouTube, sejam oficiadas para fornecer dados dos perfis que realizaram as ameaças. A medida é considerada crucial para a identificação dos responsáveis e para o avanço da apuração.

AMEAÇAS APÓS VOTO

As postagens com ameaças a Dino surgiram logo após seu voto pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na Ação Penal 2668. O ministro encaminhou uma notícia-crime à PF com mais de 50 posts compilados de diferentes redes sociais. O teor das mensagens, segundo a PF, é capaz de "constranger o exercício regular da função pública". O delegado Fábio Shor também foi alvo das publicações.

Dino destacou que as referências ao Nepal, que à época enfrentava protestos violentos contra sua Suprema Corte e o parlamento, sugerem uma "ação concertada com caráter de incitação". O ministro argumentou que as ameaças não apenas possuem um caráter violento, mas podem servir de gatilho para atos criminosos, como os que ocorreram contra o STF em 8 de janeiro.

O ministro Flávio Dino enfatizou a gravidade do cenário, apontando que as ameaças online são "essencialmente violentas" e podem instigar a prática de novos ataques contra pessoas e o patrimônio público. A decisão de Moraes sobre a inclusão do caso no inquérito das milícias digitais é vista como um passo importante para coibir a propagação de discursos de ódio e intimidação nas redes sociais, que têm se tornado um desafio constante para o sistema judiciário.

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