Capacitação à advocacia

OAB lança Escola Nacional Permanente de Direitos Humanos com curso de combate ao racismo

Nova instituição focará em formação contínua e defesa de garantias fundamentais em todo o Brasil

OAB lança Escola Nacional Permanente de Direitos Humanos com curso de combate ao racismo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou a Escola Nacional Permanente de Direitos Humanos. A iniciativa, oficializada pela diretoria do Conselho Federal por meio da Portaria 148/2026, busca capacitar advogados de todo o país para atuarem de forma mais estratégica na proteção de garantias fundamentais e no fortalecimento do acesso à Justiça.

O diretor-geral da ESA Nacional, Gedeon Pitaluga, enalteceu a importância e a atuação da Comissão, comungando dos mesmos valores da ESA Nacional: “entender que, por meio da qualificação, transformamos a realidade das advogadas e advogados brasileiros”.

Inspirada em um projeto da OAB-PI, a iniciativa foi idealizada pelas conselheiras federais Silvia Souza (SP), presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, e Fernanda Brandão (MT).

De acordo com Silvia Souza, a criação da Escola Nacional Permanente de Direitos Humanos é um legado histórico das atividades do colegiado da OAB. Ela relatou que se impressionou com a Escola Estadual Permanente de Direitos Humanos da OAB-PI e apresentou o projeto ao CFOAB e, a partir daí, amadureceram para um modelo nacional de formação e capacitação. “Uma formação crítica, com sensibilização em direitos humanos para a advocacia nacional, consolidando como uma política institucional e permanente da OAB”, afirmou.

A Escola contará com um Conselho Consultivo Permanente, de caráter propositivo e deliberativo, composto por representantes da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB; representantes das comissões de direitos humanos das seccionais da Ordem; especialistas e acadêmicos da área; além de defensoras e defensores de direitos humanos com atuação consolidada. O colegiado terá, entre suas atribuições, a responsabilidade de garantir a pluralidade e a territorialidade da atuação institucional da unidade educacional.

Na ocasião, o presidente Beto Simonetti, acompanhado pela Diretoria do CFOAB, assinou a Portaria 148/2026, que institui a Escola de Direitos Humanos. Também participaram do ato o diretor-geral da ESA Nacional, Gedeon Pitaluga; a vice-presidente da OAB-MG, Núbia Elizabette de Jesus Paula; diretora-geral da ESA-PI Rossana Diniz; e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, Jéssica Lima.

ADVOCACIA ANTIRRACISTA

Para marcar o início das atividades, a Escola abriu as inscrições para o curso "Direito, Garantias Fundamentais e Relações Raciais". A capacitação, composta por oito aulas, abordará como o racismo estrutural influencia o sistema de Justiça e as decisões dos tribunais brasileiros.

Com oito aulas, o curso tem coordenação pedagógica dos professores Evandro Piza Duarte (Faculdade de Direito da UnB), Marcos Queiroz (IDP) e Silvia Souza (conselheira federal da OAB e presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos).

As aulas combinarão exposições teóricas e debates a partir de provocações dos docentes. Entre os assuntos abordados estão as intelectuais e os intelectuais negros brasileiros; o Direito e as relações raciais, com destaque para as contribuições de Dora Lúcia de Lima Bertúlio para a teoria do Direito; o racismo e o antirracismo no sistema de Justiça; o constitucionalismo e os direitos fundamentais à luz das relações raciais; a análise da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF); o constitucionalismo negro; e os desafios contemporâneos no enfrentamento ao racismo.

Segundo a presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos e uma das idealizadoras do curso, Silvia Souza, há a expectativa do lançamento de mais duas capacitações, em breve.

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