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MP pede exumação do Cão Orelha e apura conduta de delegado na condução do caso

Ministério Público avalia possível abertura de inquérito civil

MP pede exumação do Cão Orelha e apura  conduta de delegado na condução do caso

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) decidiu ampliar as apurações sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, e solicitou a exumação do corpo do animal para realização de novos exames periciais. Além das medidas voltadas à investigação principal, foi instaurado procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, na condução do caso.

A iniciativa partiu da 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, com base em diversas representações apresentadas questionando a atuação do delegado-geral no episódio. O objetivo é avaliar se há elementos que justifiquem a abertura de inquérito civil e eventual propositura de ações judiciais.

Em manifestação à imprensa, Ulisses Gabriel afirmou que não foi notificado sobre o procedimento instaurado. Declarou estar tranquilo quanto à apuração e disse confiar na atuação do Ministério Público. Segundo ele, não há fundamento para acusação de abuso de autoridade ou violação de sigilo funcional, uma vez que não é, nem nunca foi, responsável pela investigação do caso.

O delegado-geral também sustentou que a decisão decorre de declarações concedidas em conversa com jornalistas e que as informações divulgadas em coletiva de imprensa não estavam sob sigilo, tratando-se de dados de conhecimento público.

EXUMAÇÃO

O pedido de desenterramento foi apresentado pela 10ª e pela 2ª Promotorias de Justiça. Segundo o Ministério Público, a exumação permitirá a produção de novos elementos técnicos que possam esclarecer pontos ainda pendentes na apuração.

A 10ª Promotoria de Justiça, que atua na área da Infância e Juventude, também requisitou o aprofundamento das diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência circunstanciados, além da juntada de vídeos ligados a atos infracionais e registros envolvendo os cães.

Por sua vez, a 2ª Promotoria de Justiça, responsável pelo acompanhamento do procedimento que apura suposta coação praticada por familiares dos adolescentes envolvidos, apontou a necessidade de ampliar as investigações para verificar possível relação entre a agressão ao animal e a acusação de intimidação.

O CASO

O caso envolve o cão Orelha, que tinha 10 anos e vivia na Praia Brava, no litoral catarinense. Em 4 de janeiro de 2026, o animal foi espancado por adolescentes. No dia seguinte, em razão da gravidade dos ferimentos, um veterinário realizou a eutanásia.

Dois dos suspeitos estavam nos Estados Unidos e retornaram ao Brasil em 29 de janeiro. Os aparelhos celulares deles foram apreendidos. A Polícia Civil de Santa Catarina conduz as investigações.

Com informações do Poder 360 e G1

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