Justiça Federal condena tripulantes de aeronave interceptada com 200 kg de maconha a mais de 9 anos de prisão

Justiça Federal condena tripulantes de aeronave interceptada com 200 kg de maconha a mais de 9 anos de prisão

A Justiça Federal condenou os dois tripulantes de uma aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira em maio deste ano no município de Altamira, sudoeste do Pará. O piloto recebeu pena de dez anos de prisão, enquanto o outro tripulante foi sentenciado a nove anos, quatro meses e quinze dias, ambos em regime fechado. Os réus também deverão pagar multas e não poderão recorrer em liberdade.

A decisão acolheu denúncia do Ministério Público Federal, que enquadrou os acusados no crime de tráfico transnacional de drogas. O juiz responsável considerou como agravantes o uso de aeronave, o profissionalismo da conduta e o risco ao espaço aéreo. Foi negado o benefício da redução de pena por tráfico privilegiado, diante da grande quantidade de entorpecentes e da sofisticação da operação, que indicam envolvimento em organização criminosa.

Em 15 de maio, a aeronave de pequeno porte foi detectada pelos radares da FAB e interceptada por caças militares. Após ser obrigada a pousar em área de vegetação próxima à comunidade de Travessão do Cajueiro, a 150 km de Altamira, o avião foi incendiado pelos próprios tripulantes.

Equipes da Polícia Federal resgataram parte da carga ilícita, cerca de 90 kg dos 200 kg de maconha transportados. As embalagens da droga apresentavam etiquetas em espanhol e contatos de origem colombiana, o que confirmou a transnacionalidade do crime.

Os dois tripulantes foram presos no dia seguinte pela Polícia Militar. Eles apresentavam escoriações decorrentes do pouso forçado e confessaram o crime durante o processo. A aeronave utilizada, um EMBRAER EMB-810 SENECA III, havia decolado do Amazonas sem autorização para operar como táxi aéreo.

Após a condenação, além da manutenção da prisão preventiva, a Justiça determinou o perdimento dos celulares apreendidos. Ainda cabe recurso da sentença.

Com informações da CNN BRASIL

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