"Ataques contra o Judiciário brasileiro são inaceitáveis", declara Lula em abertura da Assembleia Geral da ONU após novas sanções dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU para condenar o que chamou de "agressão contra a independência do Poder Judiciário do Brasil". A fala do mandatário ocorre poucos dias após o governo dos Estados Unidos impor sanções a autoridades brasileiras e seus familiares, incluindo a esposa e filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As sanções, que incluem a revogação de vistos, foram tomadas com base na Lei Magnitsky e são vistas como uma retaliação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula criticou a "ingerência em assuntos internos" do país e acusou a "extrema-direita subserviente" de promover ações contra o Brasil. "Não há pacificação com impunidade", afirmou o presidente.
INEGOCIÁVEIS
Em seu discurso, o presidente brasileiro destacou a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Lula ressaltou que a decisão, a primeira de seu tipo em 525 anos de história, mostra que o Brasil não negocia sua democracia e soberania.
"Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis", declarou Lula. Ele enfatizou que o ex-presidente teve amplo direito de defesa em um processo "minucioso", algo negado pelas ditaduras.
Acompanhado de uma comitiva de ministros, incluindo Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Lula foi o primeiro chefe de estado a discursar no evento anual, realizado na sede da organização em Nova York.
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