Após ida ao hospital, Moraes determina que transporte e escolta de Bolsonaro sejam realizados pela PF ou Polícia Penal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o transporte e a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, sejam realizados exclusivamente pela Polícia Federal ou pela Polícia Penal. A decisão, proferida na quarta-feira (17/9) retira essa atribuição do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em seu despacho, o magistrado justificou a medida pela necessidade de "maior padronização dos deslocamentos, da segurança do ex-presidente e da garantia da ordem pública". A determinação surge após um incidente ocorrido no domingo, 14 de setembro, quando Bolsonaro foi a um hospital em Brasília. Na ocasião, o ex-presidente permaneceu por alguns minutos em pé ao lado do veículo da Polícia Penal, cercado por apoiadores que proferiam palavras de ordem. A cena motivou o ministro a exigir esclarecimentos das forças de segurança.
A Polícia Penal, em resposta, enviou um relatório que serviu de base para a decisão de Moraes. O documento detalha que, ao sair do hospital, a equipe se deparou com um "número muito grande de populares bem próximo à viatura", e optou por não usar a força para acelerar o embarque, a fim de evitar o "risco iminente de eventual desordem".
Na decisão, Moraes ressaltou que, por estar em regime de prisão domiciliar, a segurança de Bolsonaro já é garantida de forma integral pela Polícia Penal e pela Polícia Federal. "Não há necessidade da manutenção do GSI para realização de eventuais deslocamentos", escreveu o ministro. Ele reiterou que a segurança dos familiares do ex-presidente continuará sob a responsabilidade do GSI.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar no âmbito do inquérito que apura a suposta tentativa de coagir o Supremo por intermédio de autoridades americanas para reverter a condenação do processo do golpe de Estado, que o sentenciou a 27 anos de prisão.
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