“caso ela diga não”

AGU pede que Polícia Federal investigue vídeos misóginos que viralizaram no TikTok

Órgão classifica publicações como "ameaça concreta" aos direitos fundamentais; punição pode incluir crime de lesão e ameaça

AGU pede que Polícia Federal investigue vídeos misóginos que viralizaram no TikTok

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar usuários que publicaram vídeos com apologia à violência contra a mulher nas redes sociais. A decisão busca identificar e punir os responsáveis por conteúdos que ensinam homens a reagir com agressões físicas a recusas.

As imagens, que circularam amplamente nos últimos dias, mostram homens simulando ataques como chutes, socos e golpes de faca sob a legenda "Treinando caso ela diga não". Segundo a AGU, o material teve origem em quatro perfis da plataforma TikTok. Embora as publicações já tenham sido removidas por violação de diretrizes, o órgão entende que a investigação criminal é necessária para responsabilizar os autores pela incitação a crimes graves.

Em nota oficial, a AGU defendeu a urgência da medida: “A circulação sistemática de conteúdo misógino em plataformas digitais representa ameaça concreta aos direitos fundamentais das mulheres”. O órgão ressalta que a liberdade de expressão não protege condutas que incentivam a prática de ilícitos penais ou a desumanização de grupos sociais.

Os investigados podem responder por incitação ao crime, com agravantes relacionados a condutas de feminicídio, lesão corporal, ameaça e violência psicológica. A notícia-crime enviada à PF marca o início da fase de apuração; caso os responsáveis sejam identificados e denunciados, o processo seguirá para a esfera judicial.

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