ATUAÇÃO TEMPORÁRIA

STJ convoca desembargador Luis Carlos Gambogi para substituir ministro Buzzi

Magistrado atua na 4ª Turma a partir desta segunda-feira; medida evita atraso de processos

STJ convoca desembargador Luis Carlos Gambogi para substituir ministro Buzzi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) convocou o desembargador Luís Carlos Gambogi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), para assumir temporariamente a vaga do ministro Marco Buzzi a partir desta segunda-feira (23). A substituição, embora imediata, ainda passará por avaliação formal da Corte Especial do tribunal.

O ministro titular, Marco Buzzi, foi afastado do cargo após ser alvo de denúncias de importunação sexual feitas por duas mulheres — uma delas servidora do tribunal. O caso está sob investigação em três frentes: uma sindicância interna no STJ, um procedimento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e uma apuração conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A chegada de Gambogi deve impedir que milhares de processos fiquem parados. O Direito Privado, área onde ele atuará, abrange questões do cotidiano dos cidadãos, como disputas de contratos, direito de família, heranças e relações de consumo.

QUEM É LUÍS CARLOS CAMBOGI

Luís Carlos Gambogi integra o TJ-MG desde 2013, ocupando uma vaga destinada à advocacia (Quinto Constitucional). Com sólida formação acadêmica, é mestre e doutor em filosofia pela UFMG e presidia a 5ª Câmara Cível em Minas Gerais.

Antes da magistratura, Gambogi teve carreira política ativa, atuando como deputado estadual constituinte em Minas Gerais entre 1987 e 1991. Sua experiência em diferentes esferas do Direito e da administração pública foi considerada essencial para assumir o acervo de processos deixado pelo ministro afastado.

A convocação de desembargadores para atuar temporariamente no STJ é um mecanismo previsto em lei para garantir que a Justiça não pare quando um ministro precisa se ausentar por longos períodos. Enquanto as investigações contra o ministro Buzzi prosseguem, o desembargador Gambogi terá plenos poderes para relatar e votar nos processos da 4ª Turma.

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