STF e USP assinam acordo de cooperação técnica para fortalecer vínculo acadêmico e científico
O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Universidade de São Paulo (USP) assinaram um acordo de cooperação acadêmica com o objetivo de desenvolver pesquisas e atividades científicas conjuntas. A parceria, firmada pelo presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e pelo reitor da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Júnior, visa aproximar o Judiciário da academia e transformar dados do sistema de Justiça em conhecimento aplicado.
A iniciativa reforça o compromisso das instituições com a produção e disseminação do conhecimento em ciência jurídica e democracia.
CIÊNCIA JURÍDICA
O ministro Fachin destacou o papel da universidade pública como essencial para a formação de pesquisadores e a produção de conhecimento. Ele ressaltou a importância da sinergia entre as entidades:
"Esta parceria simboliza a valorização da universidade pública como espaço produtor de conhecimento e de formação de pesquisadores comprometidos com a democracia, a transparência e a ciência jurídica brasileira", afirmou o ministro Fachin.
Segundo o presidente do STF, a colaboração permitirá que "dados e experiências do sistema de Justiça" sejam utilizados em pesquisa aplicada, contribuindo para decisões judiciais mais embasadas e o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes.
O reitor da USP, por sua vez, reforçou que a universidade cumpre plenamente sua função ao atuar como vetor de desenvolvimento social e científico, ampliando seu compromisso de aprimorar políticas públicas por meio de convênios.
OBSERVÂNCIA DA LGPD
O acordo, com vigência de cinco anos, estabelece uma série de compromissos mútuos:
- Pesquisa conjunta: elaboração de projetos de pesquisa e organização de eventos científicos e culturais.
- Intercâmbio: promoção da mobilidade de docentes, doutorandos e pesquisadores de pós-doutorado, além do intercâmbio de publicações acadêmicas.
- Aprimoramento do direito: a cooperação visa fortalecer o diálogo entre a teoria e a aplicação prática do Direito.
Em um ponto crucial de contexto jurídico, o acordo prevê regras claras sobre propriedade intelectual, confidencialidade e proteção de dados pessoais, garantindo o respeito à Lei de Acesso à Informação (LAI) e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As publicações resultantes dos projetos serão divulgadas em conjunto pelas instituições.
A solenidade de assinatura contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.
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