Pela primeira vez no TJ-SP, desembargadoras são eleitas para Corregedoria-Geral e cargo de cúpula de direção
O Tribunal de Justiça de São Paulo elegeu, pela primeira vez, duas mulheres para cargos de direção da Corte. A desembargadora Silvia Rocha foi escolhida corregedora-geral da Justiça, com 184 votos, e a desembargadora Luciana Almeida Prado Bresciani assumirá a presidência da Seção de Direito Público, com 64 votos.
Silvia Rocha é a primeira mulher a ocupar a Corregedoria-Geral da Justiça desde a criação do Tribunal. Também concorreram ao cargo os desembargadores Adalberto José Queiroz Telles de Camargo Aranha Filho (86 votos) e Marcelo Martins Berthe (81 votos).
Nascida em São Paulo, em 1960, Silvia Rocha formou-se pela Faculdade de Direito da USP em 1982. Ingressou na magistratura em 1985, como juíza substituta na 3ª Circunscrição Judiciária, com sede em Santo André, e atuou nas comarcas de Cananéia, Taboão da Serra, Valinhos e na Capital. Foi promovida a juíza substituta em 2º Grau em 2004 e a desembargadora do TJ-SP em 2010. Atualmente, integra o Órgão Especial, eleita em 2023 e reeleita em fevereiro de 2025, e coordena o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos. Também presidiu a Comissão Examinadora do 189º Concurso de Ingresso na Magistratura de São Paulo.
“Meu compromisso é trabalhar na Corregedoria pelo melhor para o Tribunal e para os juízes de primeiro grau. Cumprimento os demais candidatos pela condução leal da campanha”, afirmou a desembargadora Silvia Rocha após a eleição.
A desembargadora Luciana Almeida Prado Bresciani foi eleita presidente da Seção de Direito Público, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo de cúpula da estrutura diretiva do TJ-SP. O outro candidato ao posto foi o desembargador Sidney Romano dos Reis, que recebeu 23 votos.
Luciana Bresciani nasceu em Jaú (SP), em 1964, e se formou pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru, em 1985. É pós-graduada em Direito Privado e do Consumidor e em Direito Público pela Escola Paulista da Magistratura. Ingressou na magistratura em 1988, como juíza substituta da 1ª Circunscrição Judiciária, com sede em Santos, e passou pelas comarcas de Queluz, Cotia e São Paulo. Foi promovida a juíza substituta em 2º Grau em 2009 e a desembargadora em 2013. Integrou o Órgão Especial por dois mandatos consecutivos, eleita em 2021 e 2023.
“Cumprimento todos os eleitos e agradeço à Seção de Direito Público pelos votos recebidos. Pretendo honrar essa confiança”, declarou Luciana Almeida Prado Bresciani.
As eleições registram a primeira vez que mulheres são eleitas, simultaneamente, para funções de direção no Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior tribunal do país.
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