Operação da Polícia Civil cumpre 16 mandados de prisão em operação contra esquema de falsos advogados que aplicava golpes com dados de processos reais em vários estados

Operação da Polícia Civil cumpre 16 mandados de prisão em operação contra esquema de falsos advogados que aplicava golpes com dados de processos reais em vários estados

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quinta-feira, 23, a Operação Litis Simulatio, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa responsável pela aplicação do golpe do falso advogado. A ação policial resultou na expedição de 25 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão temporária, cumpridos nos estados do Rio de Janeiro e do Ceará. Os alvos da operação incluem tanto suspeitos de envolvimento direto no esquema quanto pessoas que teriam recebido valores ilícitos em contas bancárias.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou a atuação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, responsável por rastrear transações financeiras e identificar os responsáveis. "Nosso trabalho é combater todo e qualquer esquema de fraude digital e disseminar organizações criminosas que exploram fragilidades nos sistemas tecnológicos e financeiros", afirmou.

As investigações tiveram início após denúncia de uma moradora de Florianópolis que acreditava estar pagando despesas legítimas em um processo judicial contra o Estado. A vítima transferiu aproximadamente R$ 270 mil aos criminosos, que se apresentavam como advogados e secretárias de escritórios de advocacia fictícios.

De acordo com as autoridades, a quadrilha especializou-se em utilizar informações verdadeiras de processos judiciais – especialmente ações previdenciárias, de precatórios e RPVs – para enganar as vítimas e exigir pagamentos indevidos sob o pretexto de custas ou taxas processuais.

Segundo o secretário Mario Sarrubbo, os criminosos se passavam por advogados e utilizavam dados reais de processos para convencer as vítimas a transferir valores mediante falsas promessas de recebimento de indenizações, geralmente em processos trabalhistas, previdenciários ou cíveis. Após o recebimento do dinheiro, os criminosos encerravam a comunicação e desapareciam.

Pelos fatos apurados, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 15 anos de prisão, além do pagamento de multas e perda dos bens obtidos por meio das fraudes.

Com informações do Ministério da Justiça

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