Moraes mantém prisão de condenado por instalar bomba em caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília

Moraes mantém prisão de condenado por instalar bomba em caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, um dos três condenados por planejar um atentado a bomba na entrada do Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022.

Alan dos Santos havia sido solto anteriormente, mas foi preso novamente em junho. No final de setembro, sua defesa ingressou com um pedido de revogação da prisão preventiva. Na decisão desta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes acatou os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que já havia se manifestado pela manutenção da detenção.

A PGR sustentou que o risco de o acusado voltar a cometer crimes, somado à gravidade dos atos já praticados, justifica a manutenção da prisão. A Procuradoria argumentou ainda que o fato de Alan dos Santos ter permanecido mais de 90 dias em prisão preventiva sem uma nova decisão que estendesse o prazo não implica em ilegalidade automática da custódia.

Alan dos Santos foi preso em 27 de julho, após mandado de prisão preventiva expedido por Moraes. Na decisão, o ministro entendeu haver risco de fuga e de novas práticas criminosas. O ministro considerou que Alan descumpriu medidas cautelares anteriormente impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica e o comparecimento em datas marcadas perante a Justiça.

Em 2023, Alan Diego dos Santos Rodrigues foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão por armar uma bomba na entrada do Aeroporto de Brasília. Em 2024, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal concedeu a progressão de regime para o regime aberto. Ele cumpria a pena em prisão domiciliar e foi transferido para a comarca de Comodoro, no Mato Grosso.

Além de Alan, outros dois envolvidos foram alvos de mandados de prisão. Wellington Macedo de Souza foi flagrado por câmeras de segurança se aproximando do caminhão onde a bomba foi plantada, junto com Alan dos Santos. George Washington de Oliveira, que veio do Pará para participar de manifestações em Brasília, foi preso ainda em 24 de dezembro, dia da tentativa de explosão, e foi identificado como o responsável pela montagem do dispositivo explosivo.

A decisão de Moraes atendeu a pedido da PGR, que denunciou os três pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, que conduziu as investigações, a ideia inicial dos criminosos era colocar o explosivo próximo a um poste para prejudicar a distribuição de energia elétrica na capital. A decisão foi alterada em última hora, e o artefato foi colocado em um caminhão carregado com querosene de aviação. O motorista do caminhão percebeu um objeto estranho e acionou a Polícia Militar, que procedeu com a detonação controlada do explosivo. O caso não chegou a impactar as operações do aeroporto.

Alan Diego dos Santos Rodrigues confessou à Polícia Civil, em 19 de janeiro, que recebeu a bomba no acampamento bolsonarista em frente ao Quartel-General do Exército.

Com informações do G1

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