"ameaça latente"

Mendonça aponta existência de "milícia" ligada a Daniel Vorcaro

Ministro menciona que a organização criminosa recebia R$ 1 milhão por mês; defesa de Daniel Vorcaro nega existência de milícia

Mendonça aponta existência de "milícia" ligada a Daniel Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (13) que existem indícios claros de uma organização criminosa armada, apelidada de “A Turma”, vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para o magistrado, a organização representa uma "ameaça em estado latente", uma vez que diversos integrantes ainda não foram capturados, o que justifica a manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública. A declaração, feita no âmbito do julgamento que mantém a prisão do empresário na operação Compliance Zero, destaca que o grupo agiria para monitorar e intimidar adversários.

De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), o grupo "A Turma" teria uma estrutura profissional de vigilância e coerção, com pagamentos mensais que chegariam a R$ 1 milhão.

O ministro citou que 3 pessoas foram abordadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em um carro pertencente a Luiz Phillipi Mourão - também conhecido como "Sicário" e declarado morto dias após atentar contra a própria vida na prisão - na altura do km 871 da BR-381. Para a acusação, esses elementos comprovam a existência de um "braço armado" dedicado a proteger os interesses do antigo controlador do Banco Master.

Em contrapartida, a defesa de Daniel Vorcaro rebateu ponto a ponto as acusações no recurso apresentado ao STF. Os advogados afirmam não conhecer "a existência de algum grupo de WhatsApp ou de qualquer outra plataforma/aplicativo eletrônico de mensagens com a denominação ‘A Turma’" e garantem que ele nunca participou de conversas com essa finalidade.

Sobre o suposto financiamento milionário, a defesa classificou a hipótese como "mera suposição", sem qualquer prova concreta que ligue o patrimônio do empresário a pagamentos ilícitos após o início das investigações.

Os advogados de Vorcaro argumentam que não há registros de posse de armas por parte dos investigados no período da apuração, o que esvaziaria a tese de organização armada. Além disso, sustentam que não houve qualquer contato telefônico entre o empresário e os demais citados desde novembro de 2025.

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