Itaú oferece proposta de indenização a mais de mil funcionários demitidos por baixa produtividade
O Itaú Unibanco apresentou uma proposta de indenização para mais de mil funcionários desligados sob alegação de baixa produtividade durante o regime de trabalho remoto. A oferta foi formalizada na segunda-feira durante negociação conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região.
Os ex-funcionários decidirão sobre a aceitação da proposta em assembleia marcada para quinta-feira. Conforme informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o pacote indenizatório para empregados com até vinte e três meses de tempo de serviço inclui quatro pisos salariais, parcela fixa de nove mil reais, pagamento da décima terceira cesta-alimentação e valor variável calculado com base no tempo de serviço.
Para funcionários com mais de vinte e quatro meses de banco, a proposta prevê seis pisos salariais, meio salário por ano trabalhado com limite de dez salários, parcela fixa de nove mil reais e pagamento da décima terceira cesta-alimentação. Ambos os grupos manterão acesso a taxa diferenciada para financiamento imobiliário.
As demissões ocorreram após o banco identificar discrepâncias entre as horas registradas e a atividade digital efetivamente realizada por funcionários em regime híbrido ou totalmente remoto. O monitoramento do desempenho dos colaboradores estendeu-se por quatro meses mediante utilização de softwares que registram dados sobre tempo de utilização do computador.
Em comunicação interna, o banco mencionou que em casos considerados mais críticos foram verificados níveis de aproximadamente vinte por cento de atividade digital durante a jornada, com registro simultâneo de horas extras sem justificativa aparente. A instituição afirmou que tais condutas prejudicam as relações de trabalho e comprometem modelos de trabalho flexível.
O Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região mediou as negociações em São Paulo, tendo according to o banco conduzido as partes para um ambiente de conciliação e entendimento mútuo. Os termos definitivos do acordo não foram divulgados publicamente pelo Itaú, que informou estarem sob sigilo conforme solicitação do sindicato.
Caso a proposta seja aprovada na assembleia de quinta-feira, os ex-funcionários terão prazo de seis meses para aderir individualmente ao acordo. O sindicato havia pleiteado inicialmente a reintegração dos demitidos, demanda não aceita pelo banco.
A presidente do sindicato manifestou indignação com relação às demissões e à forma como foram conduzidas, reafirmando que as mobilizações sobre trabalho remoto, privacidade e transparência em ferramentas de monitoramento continuarão. Em nota, o Itaú contestou a caracterização de demissão em massa, descrevendo os desligamentos como plúrimos e fundamentados em aferição objetiva de jornada e atividade digital, em conformidade com a legislação brasileira.
Com informações do Poder 360
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