Em debate no STJ, ministra sugere que advogados priorizem qualidade dos memoriais em substituição as sustentações orais

Em debate no STJ, ministra sugere que advogados priorizem qualidade dos memoriais em substituição as sustentações orais

Durante sessão nesta terça-feira (4), ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) debateram as restrições impostas pela Resolução 591/24 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à sustentação oral. A oposição da advocacia à medida foi um dos principais pontos da discussão.

O ministro Humberto Martins destacou que o tribunal precisará se preparar para um aumento significativo no número de sustentações orais. “Evidentemente, a gente vai se preparar para um número muito grande de sustentações”, afirmou.

A ministra Nancy Andrighi demonstrou preocupação com a sobrecarga de trabalho decorrente do alto volume de processos. “O que, na verdade, me preocupa é você se deparar com uma pauta de mais de mil processos numa virtual e não ter condições físicas de analisar todos esses processos em cinco dias”, alertou. Para ela, os advogados deveriam priorizar a qualidade dos memoriais em vez de insistirem na sustentação oral. “A sustentação oral é importante, tudo bem, mas é substituída por um bom memorial, por duas, três páginas”, disse.

O ministro Moura Ribeiro defendeu a uniformização dos tempos de sustentação, propondo que o limite para as sustentações presenciais fosse reduzido para cinco minutos, equiparando-se às sustentações gravadas. “Já que a sustentação gravada é de cinco minutos, a sustentação oral presencial deveria ser de cinco minutos também”, sugeriu.

Ao encerrar a discussão, Humberto Martins reforçou que a prioridade deve ser a garantia dos direitos das partes. “A única coisa que não pode ocorrer é qualquer prejuízo para o jurisdicionado”, concluiu.

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