Com ex-diretor da PF como réu, Dino marca para dezembro julgamento do Núcleo 2 da trama golpista
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ministro Flávio Dino, marcou para 9 de dezembro o julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Os réus deste grupo - incluindo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques e o general Mário Fernandes - foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe de Estado.
Integram o núcleo 2 Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência; Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal; Marcelo Costa Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro; Mário Fernandes, general da reserva do Exército; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal; e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF na gestão de Jair Bolsonaro.
Dino definiu a data após pedido do relator das ações relacionadas à tentativa de golpe, ministro Alexandre de Moraes. O ministro convocou sessões extraordinárias para 9, 10, 16 e 17 de dezembro, com horário das 9h às 12h, e sessões ordinárias para 9 e 16 de novembro, das 14h às 19h.
Segundo a denúncia da PGR, os envolvidos no núcleo 2 utilizaram a máquina pública por meio da Polícia Rodoviária Federal para dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022. Entre os mais prejudicados estariam eleitores da região Nordeste, principal base eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, então adversário de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
Com esta definição, todos os núcleos da trama golpista já têm data marcada para julgamento, e o Supremo deve concluir os processos ainda em 2025, conforme previsão anterior do ministro Alexandre de Moraes. O núcleo 3 será julgado em quatro dias de novembro, enquanto o núcleo 4, mais adiantado, tem início previsto para esta terça-feira.
Dentre todos os réus, o procurador-geral da República Paulo Gonet pediu a absolvição apenas do tenente-coronel do Exército Ronald Ferreira de Araújo Júnior, integrante do núcleo 3. Embora acusado dos mesmos cinco crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado, Gonet requisitou sua condenação apenas por incitação ao crime.
Com informações do Metrópoles
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