Conselho Superior da Justiça do Trabalho garante jornada diferenciada a magistrados e servidores com necessidades específicas
O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) publicou a Resolução CSJT nº 421/2025, uma norma que garante condições especiais de trabalho para magistrados e servidores em situações de vulnerabilidade. A medida visa assegurar mais inclusão e apoio a profissionais com deficiência, doenças graves ou em outras condições que demandem cuidados especiais.
O novo regulamento se estende a um grupo diverso de beneficiários:
- Magistrados e servidores com deficiência ou doença grave.
- Profissionais que tenham filhos ou dependentes legais nas mesmas condições.
- Gestantes.
- Lactantes com bebês de até 24 meses.
- Pais e mães até seis meses após o término da licença-maternidade ou paternidade.
- Pessoas em situação de adoecimento mental.
REDUÇÃO DE JORNADA E TRABALHO REMOTO
Entre as condições especiais de trabalho previstas na resolução, destacam-se:
- Jornada especial: A jornada de trabalho poderá ser reduzida em até 50%.
- Trabalho remoto: Possibilidade de trabalhar a distância, sem a exigência de acréscimo de produtividade.
- Apoio técnico: Suporte à unidade de lotação do servidor ou magistrado.
- Transferência provisória: Possibilidade de trabalhar em uma unidade mais próxima da residência de filhos ou dependentes.
- Acompanhamento personalizado: Suporte especializado para cada caso.
Os pedidos devem ser protocolados diretamente nas presidências dos tribunais, acompanhados de laudos técnicos e outros documentos que comprovem a necessidade do benefício. A resolução confere autonomia aos tribunais para conceder uma ou mais dessas modalidades, conforme a necessidade do requerente.
A nova norma é resultado de um acordo unânime assinado em 22 de setembro pelos membros do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que aprovaram o procedimento para regulamentar as condições especiais de trabalho. A proposta foi apresentada pelos ministros e conselheiros Dora Maria da Costa e Cláudio Mascarenhas Brandão.
Além disso, a resolução prevê que os tribunais deverão realizar campanhas de conscientização, palestras e cursos sobre os direitos de pessoas com deficiência, necessidades especiais e doenças graves, reforçando o compromisso com a inclusão e a equidade no ambiente de trabalho.
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