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2ª Turma do STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro

Ministros destacam indícios de "braço armado" usado pelo Banco Master para coagir críticos e opositores

2ª Turma do STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro

Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por liderar uma suposta organização criminosa. Com o placar em 3 a 0, o julgamento, que ocorre no plenário virtual da Segunda Turma, analisa se a detenção determinada na semana passada deve ser confirmada ou revogada.

Segundo o voto do relator, ministro André Mendonça, há provas de que os envolvidos acessaram de forma irregular bases de dados da própria PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol. Para os ministros, manter o banqueiro em liberdade representaria um risco bilionário à sociedade e à continuidade das apurações, permitindo a destruição de provas ou a combinação de depoimentos.

Mensagens analisadas pelo STF sugerem que Vorcaro teria determinado a simulação de um assalto para agredir fisicamente Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. “A partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados", afirmou o relator.

Mendonça também ressaltou que a estrutura de coerção privada, apelidada de “A Turma”, era usada para vigilância ilegal e pressão contra opositores, configurando crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução da Justiça.

O julgamento continua em ambiente virtual, resta somente Gilmar Mendes declarar seu voto. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará da análise deste ou de outros episódios relacionados ao inquérito do Banco Master.

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