Moraes mantém prisão do General Braga Netto e cita risco de fuga após condenação a 26 anos de prisão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda (3) manter a prisão do ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto.
O militar está detido desde 14 de dezembro de 2024 sob a acusação de tentar obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país, que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em sua decisão, Moraes destacou que o general foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão na ação penal referente à trama golpista, além do pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Considerando estes fatores, o ministro afirmou haver risco de fuga do general.
“O término do julgamento do mérito da presente ação penal e o fundado receio de fuga do réu, como vem ocorrendo reiteradamente em situações análogas nas condenações referentes ao dia 8.jan.2023, autorizam a manutenção da prisão preventiva para garantia efetiva da aplicação da lei penal”, afirmou o ministro.
Durante o curso das investigações, a Polícia Federal (PF) identificou que o general, que é réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.
Com informações do Poder 360
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