Justiça nega pedido para apagar vídeo de 'chá revelação' que expôs traição em festa familiar no RS

Justiça nega pedido para apagar vídeo de 'chá revelação' que expôs traição em festa familiar no RS

O juiz João Gilberto Engelmann, da Comarca de Ibirubá (RS), rejeitou o pedido de um homem que buscava a remoção de vídeos onde sua esposa o acusa de infidelidade durante um "chá revelação" do sexo do bebê. O conteúdo, que se espalhou rapidamente nas redes sociais, mostra o momento em que a mulher confronta o marido diante de familiares sobre supostos casos extraconjugais.

O homem ingressou na Justiça na última terça-feira (15) solicitando a remoção imediata de todo material relacionado ao episódio, incluindo vídeos, fotos, memes e montagens. Ele alegou exposição pública indevida e pediu indenização por danos morais.

Em sua decisão, o magistrado considerou inviável a medida liminar, argumentando que a ampla disseminação do conteúdo nas redes sociais tornaria ineficaz qualquer ordem de remoção. "Não é possível refrear toda a informação acerca dos fatos em todos os veículos de comunicação, notadamente nas redes sociais", afirmou Engelmann.

O juiz fundamentou sua decisão no precedente do Supremo Tribunal Federal no caso Aída Curi, que em 2021 rejeitou o chamado "direito ao esquecimento". Engelmann destacou que a exclusão de conteúdos só se justifica em situações excepcionais, sendo mais adequada a via indenizatória para reparação de eventuais danos.

A decisão ressalta que possíveis prejuízos à honra ou imagem do autor poderão ser objeto de reparação civil, conforme previsto no Código Civil. O magistrado entendeu que a questão deve ser resolvida através de indenização, e não por meio de censura ou remoção de conteúdo.

Com informações do Estadão Conteúdo

Compartilhar:

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário