SEM PROVAS MÍNIMAS
Dino arquiva inquérito de senador no caso do "dinheiro na cueca" após parecer da PGR
Por falta de provas, ministro envia o processo para a Justiça Federal de Roraima
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR). A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não existem provas mínimas de que o parlamentar tentou esconder valores de forma criminosa durante uma operação policial em 2020.
O arquivamento atende diretamente a um requerimento feito pela PGR no início de janeiro. Após anos de apuração, o órgão máximo do Ministério Público afirmou ao Supremo que os elementos colhidos não sustentam a continuidade do processo. Segundo a PGR, o episódio, mesmo com forte repercussão, não reuniu indícios de ocultação deliberada de dinheiro com intenção ilícita no momento da busca e apreensão.
Desta forma, o ministro Flávio Dino encerrou o procedimento na Corte, mas ressaltou que o caso agora deve ser analisado pelo Ministério Público Federal e pela Justiça local em Roraima. Caberá a esses órgãos avaliar se existem desdobramentos que justifiquem novas investigações fora do âmbito do STF.
RELEMBRE
A investigação teve início em 2020, durante a "Operação Desvid-19", que apurava suspeitas de desvios em verbas destinadas ao combate à pandemia. Durante as buscas, agentes da Polícia Federal encontraram dinheiro em espécie com o senador, inclusive junto ao corpo dele. O episódio ficou nacionalmente conhecido como o caso do "dinheiro na cueca" e causou o afastamento temporário de Chico Rodrigues do mandato no Senado por cerca de quatro meses.
Na época, o congressista ocupava a vice-liderança do governo no Senado. Após o período de afastamento entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021, ele reassumiu o cargo e seguiu respondendo ao inquérito. Agora, com a decisão do ministro Flávio Dino, o caso no STF chega ao fim, transferindo a responsabilidade jurídica para as esferas regionais.
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