"Sou um prisioneiro de guerra", diz Maduro à Justiça dos EUA
Em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (5) em Manhattan, o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, negou acusações de narcoterrorismo e afirmou ser vítima de um "sequestro" por militares americanos.
Perante o juiz federal Alvin Hellerstein, Maduro reiterou sua inocência: "Não sou culpado. Sou um homem decente e ainda sou o presidente do meu país". A sessão, que durou cerca de 30 minutos, marcou o primeiro ato processual após a polêmica operação militar que resultou na captura do líder chavista no último sábado (3).
O Departamento de Justiça dos EUA alega que Maduro e sua cúpula facilitaram o tráfico de toneladas de cocaína para território americano em troca de propinas e apoio ao narcoterrorismo.
O ex-líder sustenta que o processo tem viés político e visa o controle das reservas de petróleo e ouro da Venezuela. Sua defesa também questiona a legalidade da prisão, realizada sem autorização da ONU ou do Congresso americano.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos no Centro Metropolitano de Detenção em Manhattan sob forte vigilância. Do lado de fora, manifestantes pró e contra o regime venezuelano acompanham a movimentação.
A defesa do casal será conduzida por David Wikstrom, especialista em casos de narcoterrorismo, e Barry Pollack, conhecido por defender Julian Assange. A equipe jurídica optou por não solicitar fiança neste momento. Uma nova audiência foi agendada para o dia 17 de março.
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