Justiça de SP autoriza penhora de bens de João Appolinário, fundador da Polishop

Justiça de SP autoriza penhora de bens de João Appolinário, fundador da Polishop

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens pessoais do empresário João Appolinário, fundador e presidente da Polishop, como forma de garantir o pagamento de uma dívida estimada em R$ 24,9 milhões com a empresa Versuni Brasil Ltda.

A medida foi autorizada pelo juiz Renan Jacó Mota, após acolher pedido da credora, que sustentou a possibilidade de localização de bens de alto valor nos imóveis do empresário. Segundo a Versuni, “dada a luxuosidade dos imóveis, certamente serão localizados artefatos relevantes financeiramente que auxiliarão na quitação, ainda que parcial, do débito”.

A ordem judicial alcança dois imóveis residenciais pertencentes a Appolinário, situados no bairro Jardim Paulista, região nobre da capital paulista. Apesar da decisão, o empresário ainda pode apresentar recurso para tentar revertê-la.

O caso não é o primeiro envolvendo a constrição patrimonial do presidente da Polishop. Em agosto de 2024, outros três imóveis de sua titularidade já haviam sido penhorados por determinação judicial, em razão de uma dívida da empresa com o Shopping Mooca, localizada na zona leste de São Paulo, referente a aluguéis de uma loja que funcionava no empreendimento.

Na ocasião, a defesa alegou que a Polishop se encontrava em processo de recuperação judicial, buscando afastar a penhora. O argumento, contudo, foi rejeitado pelo juiz Anderson Antonucci, que entendeu que o regime de recuperação não impede a cobrança em face de devedores solidários.

Naquele processo, foram penhoradas as frações pertencentes ao empresário em um imóvel duplex no bairro do Butantã e em duas salas comerciais no Jardim Paulista.

A Polishop está em recuperação judicial desde 2024, contexto que tem sido considerado nos processos judiciais envolvendo a empresa e seus administradores, sem, contudo, afastar medidas executivas direcionadas ao patrimônio pessoal do empresário.

Com informações da UOL e Infomoney

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