CNJ sofre alteração em dados de sistema que gerou mandados de prisão falsos para Lula e Moraes
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou a identificação de alterações fraudulentas no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), sistema responsável por centralizar mandados judiciais em todo o Brasil. De acordo com o órgão, a manipulação indevida de dados resultou na criação de mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A apuração conduzida pela Divisão de Segurança da Informação do CNJ revelou que a ação criminosa não foi fruto de uma invasão hacker ou de vulnerabilidades na infraestrutura tecnológica do conselho. Na realidade, o incidente ocorreu pelo uso de credenciais de acesso legítimas pertencentes a usuários de tribunais, que teriam sido comprometidas por meio de roubo de dados.
FALHA SISTÊMICA
Em nota, o CNJ foi enfático ao afirmar que os sistemas institucionais não foram violados ou comprometidos externamente. O episódio é tratado como um uso indevido de acessos obtidos de forma ilícita, o que transfere o foco da segurança para a proteção individual de senhas nos tribunais.
"Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas institucionais e o episódio não decorreu de falha estrutural ou ataque externo à infraestrutura tecnológica do órgão", reiterou o conselho.
PROVIDÊNCIAS
Apesar da gravidade da inserção dos nomes das autoridades no sistema, o CNJ esclareceu que a manobra não chegou a gerar a expedição de ordens de prisão reais. Assim que a irregularidade foi detectada, o problema foi solucionado e os registros foram corrigidos.
Atualmente, o órgão mantém um monitoramento permanente de seus sistemas para evitar novas ocorrências. O CNJ aproveitou o caso para reforçar a importância de boas práticas de segurança digital entre os servidores e usuários autorizados, destacando que o zelo pela proteção de credenciais de acesso é fundamental para a integridade do sistema penal brasileiro.
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