Aos 71 anos, idoso tira primeira certidão de nascimento no Amapá

“Falavam que eu não existia porque não tinha certidão. Eu era invisível, agora sou cidadão”, disse o agricultor Manoel Mourão, de 71 anos, após receber seu Registro de Nascimento Civil, durante a Semana Nacional do Registro Civil “Registre-se”, ação de iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em todo o país.

Agora, Manoel está habilitado para receber mais documentações que lhe darão direito à aposentadoria e benefícios médicos do Estado. O agricultor amapaense teve a garantia de acesso à Justiça e aos direitos fundamentais, sobretudo à dignidade da pessoa humana.

A juíza corregedora permanente da serventia extrajudicial da Comarca de Macapá (AP), Liége Gomes, disse que a documentação do idoso já valeu a ação, que atendeu centenas de pessoas no seu primeiro dia de trabalho.

“Acho que essa ação já valeu a pena por atendermos uma pessoa que por 71 anos foi invisível para o Estado. Ele não tinha nenhum documento, mas agora pode exercer sua cidadania. Ampliar o acesso à documentação civil básica a todos os amapaenses, em especial à população considerada em estado de vulnerabilidade é gratificante”, destacou.

Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, quase três milhões de brasileiros não possuem documento que os possa identificar.

Com informações do CNJ

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