Toffoli autoriza inquérito para apurar ofensiva digital contra o Banco Central
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a instaurar inquérito para investigar suspeita de atuação coordenada nas redes sociais com o objetivo de atacar o Banco Central após a decretação da liquidação do banco Master.
A apuração teve origem em denúncias feitas por influenciadores digitais, que afirmaram ter recebido ofertas financeiras para produzir vídeos com críticas direcionadas à autoridade monetária. Entre os casos tornados públicos está o do vereador Rony Gabriel, de Erechim (RS).
O parlamentar relatou que, neste mês, foi procurado por executivos que teriam ligação com Daniel Vorcaro, controlador do banco Master. Segundo ele, a proposta teria como finalidade questionar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira e colocar em dúvida a credibilidade do órgão regulador.
O banco Master já é alvo de investigação no STF em outro inquérito, também sob a relatoria de Dias Toffoli. Nesse procedimento, são apuradas possíveis fraudes financeiras relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
A operação foi interrompida pelo Banco Central diante da suspeita de que o BRB assumiria carteiras de crédito consideradas problemáticas, sem respaldo em ativos reais suficientes.
Diante das denúncias envolvendo uma possível campanha difamatória nas redes sociais, a Polícia Federal elaborou um relatório preliminar, reunindo publicações e informações sobre a suposta articulação digital, e o encaminhou ao relator.
Após a análise do material apresentado, o ministro Dias Toffoli autorizou a abertura de um novo inquérito específico para apurar a eventual organização e financiamento da ofensiva virtual contra o Banco Central.
Com informações do O Globo e Agência Brasil
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