Justiça do RJ liberta homem preso há mais de dois meses, cuja pena era de 15 dias

Justiça do RJ liberta homem preso há mais de dois meses, cuja pena era de 15 dias

O juiz plantonista Antonio da Rocha Lourenço Neto determinou a libertação imediata de um homem que cumpriu 68 dias de prisão – sendo 53 a mais que os 15 dias de detenção originalmente determinados pela 1ª Vara de Presidente Epitácio (SP). O caso, considerado grave violação ao direito à liberdade, foi resolvido após intervenção da Defensoria Pública do Rio.

CRONOLOGIA

O homem foi preso em 3 de março no Presídio de Benfica, no Centro do Rio, para cumprir pena de 15 dias. Em 3 de abril, quando a punição já deveria ter terminado, a vara responsável pela condenação expediu o alvará de soltura, mas o documento não foi cumprido.

Somente no dia 10 de maio, após ação do defensor público Eduardo Newton, a Justiça fluminense reconheceu o equívoco e ordenou a libertação. Em seu pedido, Newton destacou: "O fato de a condenação ser de apenas 15 dias já seria suficiente para determinar a soltura imediata, uma vez que o preso já cumpriu tempo muito superior ao fixado."

FALHA

O caso expõe problemas na comunicação entre as varas criminais e o sistema carcerário, permitindo que detenções ilegais se prolonguem sem controle. A Defensoria Pública já registrou outros episódios semelhantes no estado, muitos deles resolvidos apenas após medidas judiciais de urgência.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) não se manifestou sobre possíveis falhas na liberação do preso. O ex-detento, que permaneceu encarcerado quase cinco vezes além do prazo legal, agora pode buscar indenização por danos morais.

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