Justiça atende AGU e suspende pagamento de R$ 217 bilhões do auxílio emergencial
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) extinguiu, por unanimidade, uma ação civil pública que questionava as regras de concessão do Auxílio Emergencial. A decisão acata recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e evita uma despesa extra estimada em R$ 217 bilhões.
Os magistrados da 4ª Turma do TRF-5 reconheceram a "perda de objeto" do processo, uma vez que o benefício, criado em 2020 para enfrentar a pandemia da Covid-19, já teve seu cronograma de pagamentos encerrado.
A AGU recorreu de uma sentença anterior que obrigava o governo a revisar indeferimentos e complementar cotas do benefício. A defesa sustentou que a política pública foi desenhada para um período de tempo determinado e que não há previsão orçamentária para novas parcelas.
Além do impacto direto de R$ 217 bilhões em pagamentos, a manutenção da ação exigiria a recontratação da Caixa Econômica e da Dataprev para reativar os sistemas de auditoria, gerando um custo operacional superior a R$ 63 milhões.
O acórdão do TRF-5 destacou que, como a situação de emergência sanitária não persiste e o programa já se exauriu, não há mais utilidade em discutir alterações nos procedimentos de concessão.
Com o entendimento de que o benefício era temporário e já cumpriu seu papel social, a ação foi encerrada sem a análise do mérito, garantindo a preservação do orçamento federal.
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