Desembargador Francisco Eduardo Loureiro é eleito presidente do TJ-SP para biênio 2026-2027
O desembargador Francisco Eduardo Loureiro foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo para o biênio 2026/2027. O magistrado obteve 261 votos no primeiro turno, atingindo a maioria absoluta de votos do Tribunal Pleno. Também concorria o desembargador Artur Cesar Beretta da Silveira, que recebeu 91 votos. A eleição do TJ-SP e da EPM foi realizada na terça-feira (12), por sistema online, e todos os integrantes do Conselho Superior da Magistratura foram eleitos em primeiro turno.
O anúncio ocorreu no Salão dos Passos Perdidos do Palácio da Justiça, logo após o período de votação, conduzido pelo presidente Fernando Antonio Torres Garcia, auxiliado pelo presidente do TJ-SP no biênio 2022/2023, desembargador Ricardo Mair Anafe, na presença de integrantes do Tribunal Pleno, juízes, servidores e público em geral.
Francisco Eduardo Loureiro nasceu na Capital paulista, em 1959. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, turma de 1982. No ano de 1985 assumiu o cargo de juiz substituto na 3ª Circunscrição Judiciária, com sede em Santo André. Ao longo da carreira, também atuou nas comarcas de Cândido Mota, Franco da Rocha e na Capital, sendo removido ao cargo de juiz substituto em 2º Grau no ano de 2005, promovido a desembargador do TJSP em 2011. Foi vice-diretor da Escola Paulista da Magistratura no biênio 2016/2017 e diretor no biênio 2018/2019. É o atual corregedor-geral da Justiça de São Paulo.
“A grande tarefa da Presidência é permitir que juízes e servidores exerçam suas atividades com boas condições materiais. Meu compromisso com todos é envidar meus melhores esforços para que isso seja levado a bom termo. Não há vencedores e vencidos. Seguiremos todos juntos para que possamos entregar o melhor serviço possível, porque nunca podemos esquecer que atrás de cada processo existe uma história. Nosso dilema é decidir bem e decidir muito. Conto com a ajuda de cada um de vocês”, afirmou o presidente eleito, desembargador Francisco Eduardo Loureiro.
VICE-PRESIDÊNCIA
O desembargador Luís Francisco Aguilar Cortez foi eleito vice-presidente do Tribunal de Justiça, recebendo 198 votos. Ele concorreu com os desembargadores Ligia Cristina de Araújo Bisogni (81 votos), Heraldo de Oliveira Silva (71 votos) e Carlos Henrique Abrão (1 voto). Luís Francisco Aguilar Cortez nasceu em Casa Branca (SP) em 1959. É formado em Administração Pública pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (1981) e em Direito pela Universidade de São Paulo (1982). É mestre na Área de Concentração em Direito Econômico e Financeiro e doutor em Direto do Estado, ambos pela USP. Ingressou na Magistratura em 1986, como juiz substituto da 2ª Circunscrição Judiciária, com sede em São Bernardo do Campo. Também trabalhou, ao longo de sua trajetória, em Santa Fé do Sul, Porto Ferreira, Jacareí, Campinas e na Capital. Foi removido ao cargo de juiz substituto em 2º Grau em 2005 e promovido a desembargador em 2011. Foi vice-diretor e diretor da Escola Paulista da Magistratura (biênios 2018/2019 e 2020/2021).
“Uma campanha é sempre difícil, mas nos fortalece, porque, ao renovar o contato e conhecer novos colegas, saímos convictos da força da Magistratura e do nosso papel perante o País. Todos os candidatos têm condições de estar aqui e, sem dúvida, agora estaremos juntos pelo Tribunal”, disse o vice-presidente eleito, desembargador Luís Francisco Aguilar Cortez.
DIRETORIA DA EPM
A Escola Paulista da Magistratura terá como diretor o desembargador Ricardo Cunha Chimenti. A chapa única obteve 309 votos e também é composta pelos desembargadores João Batista Amorim de Vilhena Nunes (vice-diretor); Marco Fábio Morsello e Alexandre David Malfatti (Seção de Direito Privado); Walter Rocha Barone e Tania Mara Ahualli (Seção de Direito Público); Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida e Luiz Fernando Vaggione (Seção de Direito Criminal); e pelo juiz Ricardo Dal Pizzol.
Ricardo Cunha Chimenti nasceu em São Paulo em 1964. Graduou-se pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, turma de 1987. Ingressou na Magistratura em 1990, nomeado para a 10ª Circunscrição Judiciária, com sede em Limeira. Também trabalhou nas comarcas de Cananéia, Taquaritinga e na Capital. Atuou como assessor do Decanato entre 2002 e 2003. Em 2013, foi removido ao cargo de juiz substituto em 2º Grau e assumiu o cargo de desembargador do TJ-SP em 2021. É o atual vice-diretor da Escola Paulista da Magistratura. “Agradeço a todos e cumprimento especialmente o atual diretor, desembargador Gilson Delgado Miranda, que deixa um trabalho excepcional. E quero reafirmar meu o compromisso de um trabalho incessante para que a escola traga bons frutos em termos de conhecimento e que a gente possa replicar isso para a toda a sociedade”, disse o diretor da EPM eleito, desembargador Ricardo Cunha Chimenti.
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