Daniel Vorcaro sai da cadeia usando tornozeleira eletrônica e deve cumprir medidas cautelares
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi solto na manhã deste sábado (29), após passar 11 dias preso no âmbito da Operação Compliance Zero. O banqueiro deixou o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, onde estava desde a última segunda-feira, vestindo camiseta branca, calça jeans e boné, e carregando uma Bíblia. Ele não parou para falar com a imprensa.
Vorcaro e outros quatro executivos investigados pela Polícia Federal por crimes financeiros na gestão do Master foram soltos graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
MEDIDAS CAUTELARES
A decisão foi assinada pela desembargadora Solange Salgado, que substituiu a prisão preventiva dos alvos da Compliance Zero por medidas cautelares diversas. A magistrada justificou a decisão, notando que os delitos atribuídos a Vorcaro "não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa".
Entre as restrições impostas ao banqueiro e aos demais investigados estão:
- Uso de tornozeleira eletrônica.
- Entrega do passaporte e proibição de sair do País.
- Proibição de exercer atividade financeira.
- Recolhimento domiciliar no período noturno.
- Proibição de manter contato com outros investigados.
- Comparecimento periódico em juízo.
- Proibição de ausentar-se da Comarca.
No caso de Vorcaro, a Polícia Federal já havia retido seu passaporte. O banqueiro foi preso no dia 17, quando tentava embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior.
FRAUDE BILIONÁRIA
Daniel Vorcaro é acusado de estar envolvido em fraudes financeiras estimadas em R$ 12,2 bilhões. As investigações da Polícia Federal apontam que o Banco Master teria vendido carteiras falsas de crédito ao BRB (Banco de Brasília) para cobrir um grande rombo nas suas contas.
O Banco Master nega a fraude, alegando que agiu de boa fé no negócio e permitiu que o BRB substituísse as carteiras de crédito por outros ativos para impedir prejuízo.
No dia seguinte à prisão de Vorcaro, 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, menos de 24 horas após o Grupo Fictor e investidores dos Emirados Árabes Unidos terem manifestado interesse na compra da instituição.
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